quarta-feira, outubro 26, 2005

Oq causou a guerra de troia


Reproduzo aqui o que aprendi na palestra de Reinaldo Gonçalves da UFRJ que ocorreu outro dia lá na faculdade. A tese do professor era que não se pode fazer uma analise internacional tendo os interesses nacionais como um bloco hegemônico, mas também se deve analisar as brigas dentro do estado pela hegemonia.

Todos conhecem a historia da guerra de tróia, ter o visto o filme (na qual Brad Pitt deveria ganhar o premio de pior ator) ajuda bastante a compreender a questão, mas vamos a ela: O que causou a Guerra de Tróia?

Segundo um cientistas político, Agamemon tinha um projeto de poder, ele queria unificar a Grécia e aproveitou a oportunidade.

Segundo um geógrafo, a guerra ocorreu por causa do território onde se localizava Tróia que era próximo ao trajeto das caravanas de comercio entre a Europa e a Ásia

Segundo um sociólogo, a sociedade grega era divida em estamentos, o estamento dominante ligados aos militares precisavam se mostrar atuantes para manter seu status, isto é, a sociedade grega para se manter como estava necessitava estar permanentemente em guerra.

Segundo um economista, a influencia do setor econômico foi essencial, o setor estaleiro (dos barcos) que era grande então viu uma oportunidade de expansão e pressionou o estado neste sentido.

Segundo um advogado, ocorreu uma violação do direito internacional, a partir do roubo de um bem público grego, o seqüestro de Helena.

Segundo um psicólogo, temos que considerar a motivação pessoal de cada pessoa separadamente;

por exemplo quando consideramos a luxuria de Paris em conquistar Helena, que topa a aventura de bom grado e a honra do seu irmão Heitor para com Paris, chegamos a uma escolha completamente injustificada coletivamente, mas plenamente justificada individualmente.

Do lado grego temos uma outra serie de egos pessoais que combinados resultam na declaração de guerra.

Depois dessa exposição, na qual cada profissional destaca uma parte da trama, não há mais como ver o todo, como uniforme.

Várias visões diferentes e factíveis sobre um mesmo assunto, evidenciam a incapacidade de uma única visão (dentre as 6) explicar totalmente o assunto. “como conceber o todo sem as partes, ou mesmo as partes sem o todo?”

Considerando isto, como não lembrar de AsquintaS.

Em diversos locais de Brasília, foram afixados nesta terça cartazes em que o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), é retratado como um nazista. A montagem fotográfica mostra a cabeça do senador pefelista sobre um corpo vestido com um uniforme do Partido Nacional Socialista alemão, como o utilizado por Hitler. Numa das mãos, a figura tem um exemplar da revista Veja, em cuja capa se lê o título Juntos contra o PT.

Isso tudo é feito em resposta a uma declaração que ele fez a uma mÊs atrás na qual com as denuncias contra o PT permitiriam o país “se ver livre desta raça”

A expressão raça era utilizada para designar o petismo, que é maior que o próprio PT.

Tirando o juízo de valor, não acho que ele não tenha o direito de se expressar assim não, imaginem a situação inversa, um petista afirma que é necessários acabar com esta raça ao se retratar ao Malufismo, ao Carlismo, Tucanismo, etc...

A exatos um ano, eu estava falando isso contra o Carlismo, acabar com aquela raça. Lembro-me bem, estávamos nos reunindo pra decidir como ia ser a boca de urna de Newton Junior, então candidato a vereador pelo PT e hoje no PSOL, quando se chegou a questão de oq falar quanto ao candidato a prefeito.

Não íamos votar no Nelson Peleguinho, mas os outros candidatos também não era lá grande coisas, a solução foi buscar o voto na oposição ao carlismo, queríamos é acabar com aquela raça, me lembro que alguém cunhou esta mesma expressão.

Se a expressão é perfeitamente utilizável tanto pra esquerda como para direita, por que acusar a direita de facista? Não seria facista impedir o outro de se expressar desta forma?
andre

sábado, outubro 22, 2005

PT 5: Partido convoca manifestações contra Bush em visita

hahahahaha, quando o PT chegar ao poder o Bush não vai ser recebido com honras de chefe de estado aqui no Brasil, hahahahhaha, todos contra o imperialismo e esta politica externa pelega, hahhahahahha

A noiticia deu na Primeira Leitura, segue a nota completa.
15h58 – O PT parece mesmo disposto a prolongar o máximo possível a reunião de seu Diretório Nacional. O diretório do partido, reunido em São Paulo, aprovou, por unanimidade, ainda na manhã deste sábado, resolução em que convoca militantes a participarem de manifestações organizadas pelos movimentos sociais contra a política do governo George Bush. As mobilizações devem acontecer durante visita do presidente americano ao Brasil, no próximo dia 6 de novembro. Na resolução, o partido convoca “todos os petistas a se somar e ajudar a impulsionar as manifestações convocadas pela CUT, MST, UNE, CMP e Movimentos Sociais contra a política do governo Bush, por ocasião da visita do presidente norte-americano ao Brasil”. A leitura do processo sobre atos da antiga cúpula do partido e que pode resultar na expulsão do ex-tesoureiro Delúbio Soares pelo uso de caixa dois (ou recursos "não-contabilizados", o termo usado pelo petista) deveria começar por volta das 14h. Mas Delúbio só chegou à sede do partido, em um ômega prateado, às 15h06.

Outra coisa, não sei qual o critério que utilizaram para expulsar o Delubio, mas qualquer critério absoluto que fosse serviria para expulsar boa parte do partido a começar pelo seus ex-presidentes Genoino e Dirceu.
O Delubio falou o seguinte "Respeito a ingenuidade. Não sei, no entanto, de onde imaginavam que o dinheiro viria -se do céu, num carro puxado por renas e conduzido por um senhor vestido de vermelho”. Eu tenho metafora legal também, aquela musica do Chico Buarque "Meu guri", no qual o filho é um ladrão de primeira e a mãe é tão ingenua, a mãe é cara do PT.

quinta-feira, outubro 20, 2005

84 a 7

N'O Estado desta quinta: "O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), é o candidato à Presidência da República preferido por 84% dos presidentes das maiores empresas do País, segundo pesquisa publicada na edição da revista Exame que circula amanhã. Em entrevista à revista, Alckmin assume abertamente sua candidatura: 'Estou pronto para ser presidente'. A pesquisa, realizada pelo Instituto Vox Populi, ouviu dirigentes de 231 companhias do ranking Melhores e Maiores de Exame. Lula aparece em 2.º lugar, com 7%."
Se a pesquisa fosse realizada com os banqueiros, sem esse pessoal do setor produtivo, eu aposto que o resultado teria sido diferente.
É o tal do risco PT, (do tipo: eu menti no passado, mas não estou mentindo agora) que o Lula adimitiu outro dia na Fiesp, e que é pago em juros para os "banqueiros internacionais".

Ah, estou lançando aqui a campanha: "A direita também é cultura" com textos conservadores e inteligentes (sim meus amigos, é possivel).

AIDS, Brasil e Uganda

André



quarta-feira, outubro 19, 2005

Filosofia + Teologia = Teologia (2)

(Fui responder ao comentário de Feijão, pra explicar o porquê do último parágrafo, e acabei escrevendo demais. Vou postando por aqui mesmo o resultado. O texto original é o de baixo pessoal, dêem uma olhada nele antes).

Veja o debate sobre os transportes Feijão, aconteceu um lance parecido e que elucida o motivo disso que eu disse no final.
O sindicato dos transportes recebeu de braços abertos a liderança da UNE e das suas instituições periféricas, acredito eu, por saber da moderação mais acentuada no seu discurso. Os militantes deste grupo, que envolvem de uma forma geral boa parte do PCdoB e correntes diversas de outros partidos, já demonstram um viés claro ao fechamento de acordos sem grande mobilização, além de uma ambição desmedida por cargos políticos para aumentarem sua gama de estratagemas eleitorais.
Se considerarmos agora a categoria dos donos das empresas como o representantes do "capital" sob a visão marxista se personificando nesta categoria específica de donos de empresa de transporte, endendemo-la também como portadora de um caráter naturalmente conservador tendo em vista a sua posição de privilégio econômico. Se for possível essa interpretação, fica claro como hoje em dia (não sei antes) o capital, além de prover através da "ideologia burguesa" a sua defesa política, investe ou propicia o aparecimento da ideologia que possivelmente a contestaria na sua livre iniciativa em impor circunstâncias impopulares. Afinal, é mais seguro e vantajoso pra ela, já que esse costume de sentar pra discutir tem sido tão louvado (como se o consenso fosse possível no nível de utopia em que se acredita, tendo em vistas os interesses diametralmente opostos).
Assim, parece claro que as estas empresas não financiaram ou se tornaram aliadas deste grupo que se intitula, sob uma rasoável oposição, "representante dos estudantes", mas com certeza já escolheram a liderança opositiva com quem irão negociar os próximos aumentos, daqui em diante: e são eles mesmo os favoritos da vez.
Isso evidentemente dificulta a legitimidade dos outros movimentos estudantis que se negam a entrar na negociação com um grau baixo de radicalismo nos seus discursos. Radicalismo que na verdade é padrão em qualquer reivindicação dessa natureza, porque quando se diz o que quer de início, se diz também até onde se permite entrar em acordo. E quem pede pouco propõe-se automaticamente a abrir mão de parte desse pouco. E mesmo eu acompanhei o pessoal da PCdoB lá na minha sala na faculdade já num clima de sentar pra discutir um aumento, embora menor do que o proposto, quando convidavam o pessoal para ir às ruas parar o trânsito.
Já a Conlute, do pessoal do PSTU, parte do P-Sol e grupos independentes ainda levantaram algumas manifestações depois do arcordão da UNE, mas não alcançaram um mímino respaldo público. Aos olhos de todos, os estudantes ja se decidiram. Ainda assim, eles apresentaram primeiramente a proposta de redução da tarifa, além de outros ganhos a serem integrados a pauta de benefícios.
Ora, mudando de exmplo, os caras-pintadas defendendo o PT...a mesma coisa. Se todos achavam que o Lula estava com medo de os estudantes se pintarem de novo para retirá-lo do planalto como Collor, tiveram uma surpresa: os caras-pintadas foram às ruas, mas para defender o PT. Só que nesse caso não foi tão fácil assim pro Lula.
É por isso que eu acho que as Igrejas já estão fazendo algo parecido. Investindo em Filosofia para formar intelectuais capazes de superar ou falsear os argumentos da maioria da categoria científica, que despresa as suas argmentações dogmáticas. Se consideramos ainda outros movimentos religiosos que lucram muito com suas pregações, e portanto são quase empresas capitalistas, poderíamos enquadra-las numa mesma análise com as empresas de transporte, enxergando a atividade semelhante que estão desenvolvendo.
Entendo essa tendência como um movimento que pode estar crescendo se ampliando nas instituições sociais modernas. E formando, como se diz por aí, os "SUPERPELEGOS".

Rodrigo Lessa

Filosofia + Teologia = Teologia

Há algum tempo tenho observado algumas novas faculdades que (coincidentemente ou não) divulgam a abertura de dois cursos de nível superior: Filosofia e Teologia. Não me lembro o nome das outras, mas exemplifico o fato com a propaganda do Mosteiro de São Bento, que recentemente inaugurou a abertura destes dois cursos em suas dependências.

Finalmente, existe alguma diferença entre o perfil dos dois cursos, considerando a visão destas instituições?

É no mínimo curiosa a coincidência do aparecimento destes dois cursos ao mesmo tempo e nos mesmos lugares. Não nos será estranho confirmar também o quanto as bibliotecas são as mesmas, tal como os professores. Talvez seja igual a UFBA, em que os estudantes de um curso assistem aula com colegas de outros cursos: alunos de teologia e filosofia pegando matérias básicas juntos...
Isso me faz lembrar a maior e mais inteligente iniciativa de grupos sociais mais conservadores atualmente: ao mesmo tempo em que tem investido na produção ideológica responsável pela defesa de suas determinações, investem também na ideologia que possivelmente estaria num patamar propício à sua contestação.

Rodrigo Lessa

sábado, outubro 15, 2005

A Força da Militância

A virada do Não contra o Sim no referendo de domingo que vem, deve ser atribuída a uma militância anônima, digital, corajosa e convicta do voto não.

No dia 13 de setembro o instituto Sensus divulgou em que o Sim tinha 72,7% contra 24% do Não e 3,3% de indecisos. O Ibope divulgou ontem (14/10) uma pesquisa na qual houve uma virada incrível na disputa, o Não passou a frente e esta ganhando do sim de 49% a 45%
Na análise do grau de instrução dos eleitores, o Não cresce entre os que têm curso de nível superior (55%, contra 36% de Sim). Só entre os menos instruídos, que cursaram até a 4 série do ensino fundamental, o Sim vence, com 53% das intenções de voto, contra 40% do Não.
Mesmo tendo a classe artística em peso a seu favor, mais dinheiro pra campanha e uma série de ONGs já estabelecidas que militam na causa, o Sim perdeu popularidade. Talvez por incompetência em formular uma argumentação decente, ou talvez porque os brasileiros estimem bastante seus direitos individuais, mas não pela falta de espaço pra expor suas idéias.

Como a campanha do Sim era hegemônica eles conseguiram os apoios de políticos (Lula e Serra pra citar apenas dois) e artistas (a Globo em geral), como eram hegemônicos se deram ao luxo de serem maniqueistas “vote sim pela vida”, ou seria vote não pela m.....
Esta hegemonia do Sim, impediu que políticos e artistas famosos se expressassem pelo Não, eu acho que nesta ultima semana alguns aparecerão. O Não contou apenas com os corajosos e polêmicos em geral, em outras palavras, com a militância.
Mas não foi uma militância tradicional de fazer passeata e distribuir panfletos e adesivos, mas uma militância diferente, uma militância digital, que expressa sua opinião no MSN, no Orkut, em blogs, escrevendo e repassando e-mails.
A cibercultura e as novas mídias são os responsáveis por esta virada tão espetacular, é a primeira vez que elas tem uma participação relevante na política brasileira, mas não será a ultima. Assim como já acontece no mundo desenvolvido a sociedade civil desorganizada cada vez tem mais relevância graças a estas novas mídias.

Pra finalizar eu queria lembrar que este debate ocorre a muito tempo nos EUA, de um lado a NRA e os Republicanos que votariam Não e do outro uma parte dos Democratas e o Michael Moore, que tratou deste tema no documentário vencedor do Oscar “bowling for columbine”, que votariam Sim.
AH, quanto a mim, eu voto Sim com base nos argumentos expostos por Luiz Eduardo Soares disponível no site www.luizeduardosoares.com.br

Por: André Greve Pereira

quinta-feira, outubro 13, 2005

segunda-feira, outubro 10, 2005

And so it is...

Re-vi este fim de semana o filme 'Closer - perto demais', filme muito bom, retrata como ninguém os encontros, desencontro e dilemas dos relacionamentos contemporâneos.
Recomendo o filme a todos, ele tem várias sequências memoráveis; o batepapo pela internet, as traições tão comuns e banais, as brigas psicologicas...
O filme é interessantissimo, podem assistir que eu garanto, e de bônus ainda tem a musiquinha que começa e encerra o filme.

quinta-feira, outubro 06, 2005

Um site legal www.aldaily.com

Tem um siter massa na net, cheio de textos, resenhas
e artigos interessantes.
Pra quem sabe ingles e se tem algum tempo livre na
net, é uma boa pedida.
http://www.aldaily.com/

Eu acabei de achar um texto interessantissimo, que
falava mais ou menos o que tentei expressar nop texto
anterior vejam uma frase que selecionei:
"because happiness is what we get when we are in
control and assume responsibility ourselves. A way of
travelling, not a destination."

segue o texto completo, disponivel no site:
http://www.cis.org.au/Policy/spring05/polspr05-2.htm

segunda-feira, outubro 03, 2005


Achei a foto massa, legal né?
Acho que a proxima reunião do grupo fica pra daqui a 15 dias. Talvez eu escreva uma reseha do livro Auto-Engano do Eduardo Gianneti.
Hoje o PT negou que tenha usado caixa-dois na campanha, ia falar oq né?
Pois bem é isso mesmo, tudo igual, muda nada, até mais.
andre

sexta-feira, setembro 30, 2005

Debate rolando

Segue um resumo de um debate que rolou,


Querido Igor,

Me permita, explicar a "minha" idéia novamente, este
texto faz parte de um linha de pensamento que venho
tendo a bastante tempo no grupo de debates (o convite
está de pé), portanto analisá-lo sozinho pode levar a
erros de interpretação.
No próprio texto eu faço referência a estes textos
anteriores: “Já expliquei, pessoalmente e por escrito,
a ‘minha’ tese da felicidade relativa, da renda
relativa, dos bens sociais, etc...”
O ultimo texto escrito neste sentido vai em anexo.

Os textos foram feitos para subsidiar uma discussão,
portanto não tem caráter cientifico ou buscam
transformar o mundo, apenas analisá-lo.

Este texto (a liberdade é legal) se propõe a ser um
complemento idealista aos textos anteriores
predominantemente materialistas. São textos
complementares, teses complementares.
Os próprios autores que tomei como referencia são
pessoas de esquerda preocupadas com a “liberdade
material” (este termo existe?); Sartre, que dispensa
apresentações e Michel Onfray que nas ultimas eleições
francesas fez campanha para a Liga Comunista
Revolucionária (LCR), uma espécie de PSOL de primeiro
mundo.
(((Nota: Queria deixar claro, que utilizo o atalho de
demonstrar o esquerdismo das referências para
demonstrar suas preocupações com a “liberdade
material”, apenas porque acredito ser esta a forma
mais fácil de lhe convencer. Eu acredito que se pode,
muito bem ser de direita e se preocupar com a
“liberdade material”. Eu mesmo não me considero mais
de esquerda e me preocupo com isso, mas com certeza
não pretendo debater isso nesta lista de e-mails.)))

Quanto à parte da ideologia eu acho que houve mais um
problema de comunicação, eu estava criticando as
“engenharias sociais”, pois considero que estas sim
pressupõem buscar um novo-homem, algo próximo do
super-homem de Nietzsche que você criticou.
A inquisição católica, o macarthismo, o policiamento
político da URSS, a revolução cultural chinesa que
buscava a ‘regeneração moral’, são exemplos de estados
que decidiram o que era melhor ou não para os
indivíduos, são exemplos de “engenharias sociais”,
motivadas seja por ideologias seja por religiões.
A minha argumentação afirma que é o cidadão, e não o
estado, que deve escolher o melhor caminho pra cada
indivíduo. Afinal achar que está fazendo a coisa
certa, é fazer a coisa certa.

Por fim, a noção de liberdade coletiva não é
incompatível com a busca do hedonismo coletivo
(maximização da felicidade na sociedade), pelo
contrário, é condição necessária (mas não suficiente)
a este.

Um abraço,
André


Nem foi incompetência sua em explicar e nem minha em
entender. Eu apenas disse que essa concepções são
idealista, e portanto, incapazes de transformar a
realidade em um édem. E que além disso são carregadas
de ideologia. Por fim, essas concepções são, em si,
contraditórias, pois a noção de liberdade coletiva é
imcompatível com o hedonismo.

Um abraço.

Igor

quarta-feira, setembro 28, 2005

Liberdade é Legal

Hoje quero ressaltar aqui a importância da liberdade e das liberdades individuais como parte necessária da busca da felicidade, isto significa que nenhuma engenharia social poderia mostrar o caminho da felicidade a pessoa, apenas ela própria poderia escolher este caminho, porque achar que está no caminho certo, é de fato estar no caminho certo.

Utilizarei como referencial teórico, duas teorias que admiro, o hedonismo e o existencialismo. Elas são distintas, mas convergem na questão da liberdade.

Em uma sociedade democrática, o desejo da maioria, deve ser seguido pelos governantes. Como a moral hedonista é hegemônica na sociedade e seu objetivo é a busca da felicidade, o Estado deveria atuar com o objetivo de promover a maior felicidade possível para seus cidadãos, à maximização da felicidade deveria ser o objetivo do Estado.

Já expliquei, pessoalmente e por escrito, a “minha” tese da felicidade relativa, da renda relativa, dos bens sociais, etc... em contraponto com o crescimento econômico pura e simplesmente; especialmente nos paises desenvolvidos, onde este acréscimo de renda levaria apenas ao consumismo.

Além desta tese, afirmo agora que as liberdades individuais são necessárias neste projeto de maximização da felicidade coletiva.

Tanto a moral hedonista como a existencialista, partem do pressuposto de que existem diferentes morais válidas, elas defendem a busca da liberdade, sendo este o norte da atuação política.

Na moral hedonista há diferentes morais nos diferentes indivíduos (a tal da Genealogia da Moral, “ciência” criada por Nietzsche) sendo esta moral definida por uma serie de razões; a genética, a infância, a cultura, a sociedade, etc...

Na moral existencialista o homem se escolhe, se constrói, cria sua própria moral. Moral que será influenciada pela sociedade, mas em ultima instância é sua, é única. E deve ser assim mesmo, isto é, a moral não deve ser imposta pela sociedade, mas construída pelo próprio individuo.

Portanto diferentes indivíduos têm diferentes morais, e vêem diferentemente os mesmo fatos, sente prazer e felicidade de modos diferentes, não existindo uma moral certa ou errada, mas apenas morais diferentes.

Hedonismo:

É um consenso que os diferentes indivíduos buscam o prazer e a felicidade como objetivo em suas vidas, contudo eles divergem em como alcançar este objetivo.

A felicidade se encontraria, em poder seguir o caminho que ele próprio escolheu, mesmo não sendo o certo, pois basta achar que ele está no caminho certo, para de fato estar no caminho certo. Para o prazer e a felicidade, a impressão é tudo e ninguém vai contestar a sua opinião.

No caminho para a felicidade não se deve utilizar regras e valores exteriores a si próprio como manual de conduta, mas, construir a sua própria moral e a sua conduta. Não se deve ter vergonha de seguir as vontades do corpo, e sim evitar conflitos internos; corpo x mente, consciente x inconsciente.

Existencialismo

Todos deveriam defender a liberdade (ela seria um bem com externalidades positivas, hahaha), pois ela precisa existir para todos, para que os indivíduos sejam realmente livres.

A busca da liberdade coletiva é também a busca da liberdade individual. Agir pela liberdade é agir corretamente; em contraponto ao não-escolher, a má-fé, a servidão voluntária.

É importante que cada pessoa possa traçar o seu próprio caminho em busca da felicidade, em contraposição às engenharias sociais: ideológicas (socialismo real; ex: URSS ) ou religiosas (teocracia, ex: Irã).

Eu acredito que tanto a moral hedonista, como a existencialista, indicam a busca da liberdade individual e coletiva; seja como meio (hedonismo), seja como fim (existencialismo), mas sempre como valor inegociável e necessário para um mundo melhor.

Por: André Greve Pereira


Ética

Parte de um texto de Reinaldo Azevedo, falando sobre Marile Chaui.

"Finalmente, observo que a filósofa está calada, mas nem tanto. Nesta madrugada, eu a vi na TV Cultura, numa série de cursos que a emissora tem promovido com especialistas. Num dado momento, de ilação em ilação, chegou à formulação de que a igualdade é a base e a condição da ética, de modo, entendo, que não pode haver ética onde não há igualdade. Se a igualdade é, a um só tempo, elemento constitutivo e objetivo da ética, esta é que passa a ser elemento instrumental daquela. Logo, em nome da igualdade, meus caros, tudo passa a ser permitido. Porque os fins tornarão éticos quaisquer meios. Faz sentido: esta é a essência do pensamento socialista. Assim eles mataram 200 milhões para criar um novo mundo, que, dizem, ainda não chegou. Continuam a aguardar o Messias. E a usar a sua “ética” para tanto."

segunda-feira, setembro 26, 2005

Reunião domingo

Segue mais uma participação minha em listas alheias, dando palpite na vida dos outros. Esse email foi uma resposta a um colega (que não conheço) que falava sobre como a classe que ele ensinava, defendia o capitalismo e não compreendia a 'real' natureza do sistema.
Um abraço, pra vcs, a proxima reunião vai ser esse domingo agora.


Caro Daniel e amiguinhos da lista,

Acho muito bacana sua iniciativa de ensinar num cursinho comunitário, mas discordo em gênero, numero e grau das aulas de ideologia que você profere.

Poderia responder as suas afirmações sobre, liberdade, democracia, Cuba, etc..., e posso se assim preferir, mas pretendo questionar o fato de ensinar ideologia em sala de aula.
Por mais que se faça um debate em sala de aula, as opiniões do professor sempre prevalecem, e estas opiniões acabam como ensinamentos a serem aprendidos pelos alunos. A hierarquia, professor x aluno, a assimetria de informação, a preparação para a aula, o vídeo escolhido para o debate, etc... influenciam para que as opiniões do professor sejam aprendidas como fatos e não como opiniões.

Caro Daniel, ensinar determinismo para jovens é coisa feia, rapaz. No mínimo é antidemocrática, ao supor uma única verdade e não várias verdades e um processo dialético de debates para se chegar às decisões governamentais.

Todos os professores de história e geografia que tive na infância foram de esquerda, eu mesmo já dei aulas e fiz campanha em sala de aula. Compreendo o que você está fazendo, mas discordo em gênero, numero e grau.

Um abraço,
André Greve Pereira

sexta-feira, setembro 23, 2005

L´Imbecile

Depois de un engano que tive com um amigo meu, resolvi fazer uma coisa, crie um email novo, me inscrevi em listas de debates de politica por ai, e sai criticando a vontade sem necessidade de falar apenas as coisas razoaveis.
Me lembre da revista francesa l´imbecile que tem como slogan "mesmo no homem mais inteligente a sempre estofo suficiente para se fazer um imbecil", nela a vários temas polemicos nos quais as pessoas discutem com ofencivamente alguns temas.
Respondi a um petista alguns texto que ele passou, segue a resposta que mandei:


Nada como usar a frase de um opositor pra generalizar o caso, "São os cidadãos que querem acabar com essa raça pelos próximos 30 anos". hahahhaha, quantas vezes o PT já não falou em acabar com a raça dos direitistas, neoliberais, tucanos, etc..

Enquanto na direita isso é um desvio pessoal, na esquerda e no PT (coisas diferentes), isso é regra e não exceção. Este não é um comportamento a favor da democracia, é um comportamento antidemocrático.

Singer cita Chauí "Odeiam-nos porque o PT foi o principal construtor da democracia no Brasil", a firmação é mentirosa pq o PT não foi o principal construtor da democracia. Os motivos são vários; Além de ter aparecido no final do regime militar, o PT sempre apelou paras as crises da democracia , os exemplos são vários; o boicote ao colégio eleitoral (quando Maluf foi derrotado), a não assinatura da constituição burguesa de 1988, o não apoio ao governo Itamar Franco, as campanhas do Fora FHC, etc....

Como o PT não foi o principal construtor da democracia, logo acabou-se o motivo para odiá-lo, não é?

Hahahhahaha, quanta cara de pau dessa senhora, o motivo do ódio é exatamente o contrário, é porque o PT é o principal sabotador da democracia. É sabotagem da democracia; comprar parlamentares, roubar dinheiro pra financiar campanhas, o conselho de jornalismo, ANCINAV, a reforma sindical proposta.

O PT em toda sua história sempre flertou com as crises, evitou sempre as soluções institucionais e democráticas. Este é o motivo do ódio.

quinta-feira, setembro 22, 2005

Imbasahy é tucano?

Ontem o jornal Atarde fez um reportagem sobre a saida do ex-prefeito do PFL para o PSDB, interessantissima a reportagem pois ela não contem a declaração de absolutamente ninguem de que isso vai de fato ocorrer, tem declarações de alguns tucanos sobre uma sondagem e conversas com ele, mas não tinha nada fechado.
Depois disso vazado na imprensa (no jornal Atarde é lógico) acho que os jornais já decidiram a posição do ex-prefeito pra ele, acho que fica mais complicada sua permanencia no pefelê.
Só pra lembrar a uns 4 anos atras o Paulo Souto fez as mesmas conversas e sondagens com o PSDB e compania limitada, no final das contas resolveu ficar e virou governardor.
Essa resportagem do jornal Atarde, não foi uma noticia, foi uma jogada politica e por sinal uma otima jogada.

quarta-feira, setembro 21, 2005

Uma boa pergunta

Foi hoje no CSP pegar a camisa do 'No ue deu', lá tinha um cartaz de eleição de gremio interessante, tinha uma foto de alguns sem-teto, com a pegunta de quem é a culpa?

Interessantissima, até um ano atras eu tinha a resposta, já não tenho mais, e o pior não tenho a nem a pescpectiva de encontra-la tão cedo.

quinta-feira, setembro 15, 2005

As famosas bonequinhas russas


Escrito pelo Reinaldo Azevedo, e muito bem escrito por sinal. Não pela sua opinião, afinal o PFL representa um grupo minoritário da câmara, mas pela forma como ele analisa o PT do Zé. Aquela mistura do partido com o governo é muito mais embaixo.

Futuro da Câmara 2: não sendo Aleluia, que seja Nonô


06h54 - De resto, pergunto: não sendo Aleluia, por que não deixar com Thomaz Nonô mesmo (PFL-AL)? Teve uma condução exemplar na sessão que cassou Roberto Jefferson, mostra intimidade com o Regimento, não é dado a chicanas, é inteligente e tem senso de humor. Ademais, não tivesse o PT se desqualificado de novo para assumir a função ao não assinar a representação, os petistas candidatáveis começariam por não unir nem o próprio PT, já que o partido parece aquelas bonequinhas russas: há o PT; dentro do PT, há o Campo Majoritário; dentro do Campo Majoritário, há a Articulação; dentro da Articulação, há o grupo de José Dirceu; dentro do grupo de José Dirceu, há, é claro, José Dirceu; dentro de José Dirceu, há o ego de José Dirceu; dentro do ego de José Dirceu, há um Luis Bonaparte que toma a sua história pela história de seu grupo; a história de seu grupo pela história da sua corrente; a história da sua corrente pela história do partido; a história do partido pela história do Brasil; a história do Brasil por sua própria história e sic transit... — RA

hedonismo e a liberdade

Eu desisti de fazer uma analise de um discurso politico na proxima reunião, pretendo faze-lo daqui a umas duas reuniões, quando meu foco de analise estiver mais claro.

Vou aproveitar a proxima reunião para expor uma relação entre as liberdades individuais, com o hedonismo e com a liberdade/moral sartriana.
Quando escrever o texto resumo eu mando pra vcs.
André