Os e-mails que recebo estão com cada vez mais conteúdo eleitoral. Recebi um, de um amigo dizendo o seguinte:
"Tucanos são bandidos. Destituídos de caráter, de qualquer princípio, sequer imorais, plenamente amorais". O texto pode ser encontrado na integra aqui.
Devo dizer que se trocarmos a expressão 'tucanos' por 'petistas', eu concordaria com ela.
Eu tenho motivos e embasamento teórico pra afirmar o que afirmo, claro que o autor do texto e os meus amigos que o divulgam também os têm. São opiniões opostas e irreconciliáveis, além disso é um debate que para o leitor comum não tem a menor importância.
Por estas e outras eu criei um novo Blog, só pra analisar, participar e fazer campanha na internet dos candidatos que eu escolher.
Enquanto isso, estou tentando convencer meus diversos amiguinhos (Rodrigo, Guillermo, Saulo, meu pai, e outros) a me ajudar a postar coisas neste Blog já que não terei mais tanto tempo pra me dedicar a ele, por motivos que explico num futuro post.
sexta-feira, março 31, 2006
quinta-feira, março 30, 2006
Dúvida Cruel 2
Quais são as diferenças entre;
A Teoria Crítica, da Escola de Frankfurt
O Desconstrutivismo
A Transvalorização dos Valores, de Nietzsche
O Hedonismo, como filosofia coletiva
A Fuga, em Fernando Pessoa
A Teoria Crítica, da Escola de Frankfurt
O Desconstrutivismo
A Transvalorização dos Valores, de Nietzsche
O Hedonismo, como filosofia coletiva
A Fuga, em Fernando Pessoa
Fernando Pessoa, parte 2, “Vivo só o Me Cercar”.
Logo que decidiu ser poeta, Fernando Pessoa decidiu também ser só poeta. E além disso: ser poeta por ser poeta. A poesia, tal como eu a venho compreendendo, é, pelo menos para os grandes do gênero, mais que uma forma de expressão artística: é uma determinação da alma, da personalidade. Não dá pra ser outra coisa, pelo menos não algo que se desligue desta atividade artística, pois a atividade por si é o que dá sentido à vida do sujeito que é poeta. O poeta é da poesia mais (e muito mais) do que a poesia é do poeta.Fernando Pessoa, talvez, foi o que melhor tenha compreendido isso. E por compreender, foi fundo nas suas conseqüências. Daí pra frente em sua vida literária ele irá expressar de sobremodo uma capacidade autêntica de abdicar de todo o sentido que a vida comum nos assiste para ser só o que em sua mente ele pretende ser – se é que no fim ele pretende ser alguma coisa. Desejos, sonhos, planos, nada disso vale a pena agora; são apenas “fugas”. Sabemos que é justamente este nível de significados que nos faz atribuir sentido a nossas vidas, e deste modo seguir em busca de sua realização, mas é justamente isso que Fernando Pessoa pretende relativizar. Se antropológica ou sociologicamente diz-se que corresponderia ela própria também à “decisão de ser poeta” numa outra possibilidade de sentido que a cultura dá ao homem para que ele viva a sua vida, o poeta surpreende: é justamente por ser impelido à poesia que ele não se sente completamente feliz: “Os meus pensamentos são contentes. Só tenho pena de saber que eles são contentes,/Porque, se o não soubesse,/Em vez de serem contentes e tristes,/Seriam alegres e contentes”.
“Ascetismo” é a palavra chave portanto. Ele critica profundamente todo um nosso hábito comum de estar o tempo todo atribuindo significados e significantes a tudo e a todos para no final acabar abdicando do seria mais precioso para nós: um sentir completamente desvinculado de conteúdo; imediato, da vida no agora; um momento de distração em que nós estamos mergulhados em nós mesmos e só a nós devemos satisfações, desvencilhando-nos ainda de nós mesmos a parcela dos outros que em nós é vivente; um apreciar do agora da vida sem qualquer temor ou ânsia, necessidade ou obrigação, nem mesmo a de sentir algo como felicidade ou paz – algo muito além do simples “carpe diem”, importa frizar. Talvez, captar o que ele quis dizer seria se pegar num momento como este: em que você está como está e ponto final. Que não necessariamente está triste nem alegre, preocupado ou relaxado: está apenas como está. E curtir isso.
Pois na verdade é como as coisas são: as coisas são como elas são!Sem mais delongas. Uma árvore, uma árvore. Nem bela, nem forte, nem nada. Apenas a árvore e você num passar agradável do tempo. A melhor forma de viver este momento é não atribuindo mais nada ao momento. Basta o que sua consciência automaticamente já lhe infere. Da próxima vez você nem precisará chamar aquilo que você está vendo de árvore, apenas ira toca-la, se lhe der vontade, beija-la, se lhe der vontade, ou não fazer nada. Sem nem pensar nessa vontade que lhe surge ou deixa de surgir. “Há metafísica o bastante em não pensar em nada”.
Fernando Pessoa passeia por estes temas para demonstrar a contingência de todos os significados e sentidos da vida que para nós soam perenes, e que à vezes terminam por nos impedir de sermos livres viventes e felizes, com toda a “insignificância” que a felicidade merece.
Sua poesia passa portanto pela vida que o circunda: sem grandes pensamentos ou idéias, apenas o prazer de escrever sobre assuntos diversos – a natureza o inspira muito –, interrompendo-os ou mesmo sendo mentiroso e contraditório, se assim preferir.
O próprio poeta assume a dificuldade de alcançar tal nível de “concentração distraída”, o que também não quer dizer que isso seja impossível ou mesmo uma balela. Todo este ascetismo é, na verdade, um elemento que permeia toda a sua poesia e de alguma forma termina por envolver o leitor “distraído”, que sem entender acaba entendendo. Mas pra se distrair é preciso, antes, saber se distrair. Se você pesava que, se divertindo, se distraía, saiba que está na contramão.
Por: Rodrigo Lessa
Open-Source
Fazendo uma pesquisa exploratória descobri alguns trabalhos legais sobre a economia do Open-Source, tem este em português e este em inglês.
No site dos autores tem links pra diversos outros trabalhos relacionados a propriedade intelectual com víes econômico. Tem o site do Josh Lerner e o do Jean Tirole.
Ah, o PuraEconomia esta com um post sobre a economia da religião cheio de links.
No site dos autores tem links pra diversos outros trabalhos relacionados a propriedade intelectual com víes econômico. Tem o site do Josh Lerner e o do Jean Tirole.
Ah, o PuraEconomia esta com um post sobre a economia da religião cheio de links.
quarta-feira, março 29, 2006
Cursos do MIT em Português
O Portal Universia e o MIT oferecem acesso gratuito à seleção
de materiais dos cursos do MIT traduzidos para o português.
Aqui os de economia e aqui um de econometria com ciência política.
de materiais dos cursos do MIT traduzidos para o português.
Aqui os de economia e aqui um de econometria com ciência política.
Ligando os Pontinhos
Descoberta rede que abastecia programa nuclear do Irã
06h08 — N'O Estado: "A alfândega alemã descobriu um esquema ilegal de envio de equipamentos para o programa nuclear do Irã. O esquema envolvia uma rede de empresas baseadas em Moscou que compravam peças na Alemanha e as repassavam aos iranianos. A rede estaria vinculada a uma companhia clandestina de Berlim, dirigida por empresários russos."
Rússia diz não aceitar sanções contra o Irã no CS da ONU
11h50 – O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, afirmou nesta quarta-feira que Moscou não vai apoiar nenhuma decisão que implique o uso da força ou da coerção contra o Irã. "Toda solução pela força ou mediante coerção seria extremamente contraproducente e não pode ser apoiada", afirmou o chanceler. "Nossa posição permanece invariável. Estamos a favor de que os temores da comunidade internacional sejam dissipados", acrescentou. A Rússia negocia com os demais membros do Conselho de Segurança – China, Estados Unidos, França e Reino Unido – o teor de uma resolução que trata do caso nuclear iraniano. A China e a Rússia se opõem a um texto que abra a possibilidade de sanções contra o governo de Teerã.
06h08 — N'O Estado: "A alfândega alemã descobriu um esquema ilegal de envio de equipamentos para o programa nuclear do Irã. O esquema envolvia uma rede de empresas baseadas em Moscou que compravam peças na Alemanha e as repassavam aos iranianos. A rede estaria vinculada a uma companhia clandestina de Berlim, dirigida por empresários russos."
Rússia diz não aceitar sanções contra o Irã no CS da ONU
11h50 – O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, afirmou nesta quarta-feira que Moscou não vai apoiar nenhuma decisão que implique o uso da força ou da coerção contra o Irã. "Toda solução pela força ou mediante coerção seria extremamente contraproducente e não pode ser apoiada", afirmou o chanceler. "Nossa posição permanece invariável. Estamos a favor de que os temores da comunidade internacional sejam dissipados", acrescentou. A Rússia negocia com os demais membros do Conselho de Segurança – China, Estados Unidos, França e Reino Unido – o teor de uma resolução que trata do caso nuclear iraniano. A China e a Rússia se opõem a um texto que abra a possibilidade de sanções contra o governo de Teerã.
segunda-feira, março 27, 2006
Temas
Estou aqui sentado no computador pensando em como escrever o roteiro de atividade de TPE (pré-monografia), isto é aonde, quando e como eu vou fazer as pesquisas pré-liminares do meu tema da monografia.
O problema é que eu não tenho 1 tema pra monografia, mas vários.
Pensei, pensei, pensei e decidi fazer o seguinte. Reduzi a 3 os meus temas e vou trabalhar com eles até julho, quando finalmente definirei 1.
Em TPE escreverei um projeto de monografia sobre o carnaval, em econometria escreverei um artigo sobre a influência de algumas variáveis políticas na economia e tentarei preparar um artigo sobre a economia do open source pro festival de software livre.
O problema é que eu não tenho 1 tema pra monografia, mas vários.
Pensei, pensei, pensei e decidi fazer o seguinte. Reduzi a 3 os meus temas e vou trabalhar com eles até julho, quando finalmente definirei 1.
Em TPE escreverei um projeto de monografia sobre o carnaval, em econometria escreverei um artigo sobre a influência de algumas variáveis políticas na economia e tentarei preparar um artigo sobre a economia do open source pro festival de software livre.
Que Estado de Direito é esse?
Chego em casa e recebo as noticias, o Presidente da Caixa Econômica Federal levou o sigilo bancário do caseiro na casa de Palloci, que por sinal já pediu pra ser afastado do cargo. aiaiaiaiaiaiai
Em que estado de direito nós vivemos, onde apenas os governistas têm direito a sigilo bancário?
Qual diferença entre este caso e o WaterGate?
Quando postei a charge do Angelli, ainda não tinha certeza sobre isso, até porque os cartunistas tem uma espécie de licença poética na qual podem desenhar o que quiserem contanto que fique claro que estão ridicularizando o personagem e não acusando-o, o melhor exemplo disso esta no filme “O Povo Contra Larry Flint”. Mas a charge se concretizou, o ridículo se tornou realidade.
Pra mim este é mais um exemplo da ética petista, uma ética imoral. Uma ética na qual roubar, mentir, quebrar sigilos bancários, mudar de convicção ao sabor dos ventos, são as coisas certas a fazer quando os interesses do partido estão em jogo.
“O moderno Príncipe, desenvolvendo-se, subverte todo o sistema de relações intelectuais e morais, uma vez que seu desenvolvimento significa, de fato, que todo ato é concebido como útil ou prejudicial, como virtuoso ou criminoso, somente na medida em que tem como ponto de referência o próprio moderno Príncipe e serve ou para aumentar seu poder ou para opor-se a ele. O Príncipe toma o lugar, nas consciências, da divindade ou do imperativo categórico, torna-se a base de uma laicismo moderno e de uma completa laicização de toda a vida e de todas as relações de costume”
Isso foi escrito pelo comunista italiano Antonio Gramsci, que chamava o partido comunista de moderno príncipe, agora leia o parágrafo acima substituindo-o por PT.
A utopia de Gramsci é o estado de direito que vivemos hoje no Brasil.
As operações Caça-Alckimin e Caça-PrimeiraLeitura já começaram.
Em que estado de direito nós vivemos, onde apenas os governistas têm direito a sigilo bancário?
Qual diferença entre este caso e o WaterGate?
Quando postei a charge do Angelli, ainda não tinha certeza sobre isso, até porque os cartunistas tem uma espécie de licença poética na qual podem desenhar o que quiserem contanto que fique claro que estão ridicularizando o personagem e não acusando-o, o melhor exemplo disso esta no filme “O Povo Contra Larry Flint”. Mas a charge se concretizou, o ridículo se tornou realidade.
Pra mim este é mais um exemplo da ética petista, uma ética imoral. Uma ética na qual roubar, mentir, quebrar sigilos bancários, mudar de convicção ao sabor dos ventos, são as coisas certas a fazer quando os interesses do partido estão em jogo.
“O moderno Príncipe, desenvolvendo-se, subverte todo o sistema de relações intelectuais e morais, uma vez que seu desenvolvimento significa, de fato, que todo ato é concebido como útil ou prejudicial, como virtuoso ou criminoso, somente na medida em que tem como ponto de referência o próprio moderno Príncipe e serve ou para aumentar seu poder ou para opor-se a ele. O Príncipe toma o lugar, nas consciências, da divindade ou do imperativo categórico, torna-se a base de uma laicismo moderno e de uma completa laicização de toda a vida e de todas as relações de costume”
Isso foi escrito pelo comunista italiano Antonio Gramsci, que chamava o partido comunista de moderno príncipe, agora leia o parágrafo acima substituindo-o por PT.
A utopia de Gramsci é o estado de direito que vivemos hoje no Brasil.
As operações Caça-Alckimin e Caça-PrimeiraLeitura já começaram.
Vivo só o Me Cercar; parte 1
(Pretendo comentar o poeta Fernando Pessoa por partes. Esta primeira saiu maior, porque é a introdução-síntese, mas prometo que as próximas serão mais curtas e ainda mais sintéticas.Isto faz parte de uma espécie de leitura-estudo que venho fazendo do poeta. Arrependi-me de não ter feito isso na leitura na obra de Vinícius de Moraes e por isso pretendo expor aqui o que venho descobrindo a cada fase, dividindo com o AsquintaS os melhores momentos dessas leituraszinhas de relaxamento, que são ótimas, eu acho.
É possível que no final eu faça correções (muitas quem sabe!) devido a interpretações errôneas. Portanto, perdoem-me a ignorância literária e perdoem-me mais ainda os conhecedores deste nobre poeta. Diletante eu cá: café com leite!)
*trechos extraídos da edição “Fernando Pessoa – Obra Poética”. Companhia José Aguilar Editora. 1969, Rio de Janeiro.
“Vivo só o Me Cercar”.
Em poucos momentos em minha vida tive tanta dificuldade de explicar alguma coisa. Isso porque (acredito eu) uma boa explicação depende de aspectos essenciais, tais como correspondência, linearidade, clareza, amplitude. E se, numa grande obra tal qual a poesia de Fernando Pessoa estes elementos remetem a outros que são quase que seus opostos na noção comum – o que faz a correspondência depender do desprendimento, a linearidade do diverso, a clareza da omissão, a amplitude da simplicidade –, a tarefa se torna ainda mais aventureira do que comumente seria comentar um poeta.
Na verdade, eu estou querendo dizer que para “adentrar” Fernando Pessoa é preciso, de início, compreender a forma com que ele, para alcançar o cerne de sua idéia de poesia e de vida, diverge de um conjunto de atos e hábitos tão necessariamente comuns e determinantes na vida social; como ele dispensa o usual; toma o necessário enquanto evitável, enquanto algo a ser abolido, esquecido. Mas além disso, como ele, poeta, julga necessário evitar a busca constante de interpretar (como assim evitar, não é isso que faz um poeta!?) a tudo e a todos. Tudo isso para encontrar no resultado deste avesso completo uma capacidade extraordinária de se comunicar e ser amplamente reconhecido e compreendido pelos verdadeiros cultivadores de tudo que ele pretende abolir. Cultivadores que na verdade somos nós mesmos, caros amigos.
Afinal, ir de encontro a uma série de filosofias em voga em Portugal e no mundo, propondo um estilo de vida distinto para o homem sem mesmo admitir que o propôs, só o possibilitou um diálogo claro, direto e maleável com os leitores de sua obra. É claro que, como todo grande gênio,foi incompreendido por sua época. Mas ele não via problema nenhum nisso, até porque soube bem reconhecer o quanto geraria polêmica a sua forma de descordar da poesia que até então era feita em Portugal, mas precisamente no chamado movimento da “Renascença Portuguesa” – fins do séc. XIV e início do séc. XX. “Sei bem pouca a simpatia que o meu trabalho propriamente literário obtém na maioria daqueles meus amigos e conhecidos, cuja orientação de espírito é lusitanista ou saudosista; e, mesmo que não o soubesse por eles mo dizerem ou sem querer-mo deixarem de perceber, eu a priori saberia disso, porque a mera análise comparada dos estados psíquicos que produzem, uns o saudosismo e o lusitanismo, outros a obra literária no gênero da minha, e da (por exemplo) do Mário de Sá Carneiro [seu amigo e companheiro em linha poética], me dá como radical e inevitável a incompatibilidade de aquêles para com estes”.
Tal como se percebem nos termos utilizados por ele, à sombra de Camões permanecia a poesia de Portugal. Ainda o saudosismo à pátria lusitana sob um conjunto de caracteres identitários talvez mais antigos e cansativos do que o próprio Camões. Mas um novo movimento, o de um homem só repartido em muitos (através da heteronimia), intumesce o movimento que lança à frente da poesia lusitana a figura que porá Camões, definitivamente, na história. O movimento de um homem faz de um homem um movimento. “E isto leva a crer que deve estar para muito breve o inevitável aparecimento do poeta ou poetas supremos dessa corrente da nossa terra, porque fatalmente o Grande Poeta, que este movimento gerará, deslocará para segundo plano a figura até agora primacial de Camões (A nova Poesia Portuguesa, p. 27)”.
Mas o que teria proposto ele de tão polêmico, revelador e que foi tão amplamente reconhecido? O quê em sua poesia nos faz remeter tanto à nossa própria forma de levar a vida? O que há nela para ser transformada com Pessoa?
Por Rodrigo Lessa
sábado, março 25, 2006
Falta Patrocínio?
Virou moda sair por ai reclamando que falta patrocínio pra eventos culturais. No Atarde de sábado passado (18/03/06) Walter Lima o coordenador do Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual foi entrevistado em matéria extensa, a qual transcrevo um dos trechos;
Essa falta de apoio compromete o festival?
Compromete. Se a gente não tem um apoio local, não consegue realizar
o seminário a contento. Este ano, orçamos o seminário em torno de R$
800 mil a R$ 1 milhão e conseguimos uma parte. Eu não entendo por que
as pessoas de fora conseguem coisas e a gente nunca consegue. Guido
[Araújo, da Jornada Internacional de Cinema da Bahia], por exemplo,
não tem apoio. Acho que, na área de cinema, com os eventos dessa
área, existe um preconceito.
O seminário custa algo em torno de 800 mil a um milhão de reais, e sabem quantas pessoas vão assisti-lo?
600 pessoas, isso mesmo, dá mais de mil reais por participante.
Tudo isso amplamente patrocinado com dinheiro público essencialmente federal (vejam no site), mas que desperdício.
Isso que é um governo neoliberal?
Essa falta de apoio compromete o festival?
Compromete. Se a gente não tem um apoio local, não consegue realizar
o seminário a contento. Este ano, orçamos o seminário em torno de R$
800 mil a R$ 1 milhão e conseguimos uma parte. Eu não entendo por que
as pessoas de fora conseguem coisas e a gente nunca consegue. Guido
[Araújo, da Jornada Internacional de Cinema da Bahia], por exemplo,
não tem apoio. Acho que, na área de cinema, com os eventos dessa
área, existe um preconceito.
O seminário custa algo em torno de 800 mil a um milhão de reais, e sabem quantas pessoas vão assisti-lo?
600 pessoas, isso mesmo, dá mais de mil reais por participante.
Tudo isso amplamente patrocinado com dinheiro público essencialmente federal (vejam no site), mas que desperdício.
Isso que é um governo neoliberal?
Max Weber Revisitado
Eu to aqui pensando nessa sociedade cada vez menos tradicional em que vivemos, quais seriam hoje as igrejas que seriam as novas divulgadoras desse "espirito do capitalismo"?
Seria a Batista? a Presbiteriana? a Universal? as Pentecostais?
Outra coisa interessante no livro é como o hedonismo é o oposto da definição de Weber do "espirtio do capitalismo", mais isso escreverei num Post completo.
Seria a Batista? a Presbiteriana? a Universal? as Pentecostais?
Outra coisa interessante no livro é como o hedonismo é o oposto da definição de Weber do "espirtio do capitalismo", mais isso escreverei num Post completo.
sexta-feira, março 24, 2006
Achei
Finalmente eu encontrei um professor lá da faculdade com site na internet, é o André Guirardi, que por sinal esta afastado da faculdade pra ser assesor do Gabrielli na Petrobras.
Eu fico impressionado como esse povo não usa a internet.
Eu fico impressionado como esse povo não usa a internet.
quinta-feira, março 23, 2006
Software Livre


Faz tempo que não me involvo com software livre, hoje resolvi dar uma olhada por ai e baixei os bottuns do Firefox e do OpenOffice(OO) (ambos na coluna da esquerda), baixei a segunda versão do OO pra ver como anda e achei o blog do Aurelio do PSL-BA que traz notícias interressantes sobre o a disputa Firefox contra o IE.
Tem até Um Site que faz com que se o dono de um blog indicar um usuário para ele e se o usuário mudar de navegador (do IE para o Firefox), ai o dono do Blog ganha um dólar. Nada mau heim.
Clipping
- Via Gustibus, descobri que a McDonald´s será obrigada a vender brinquedos sem vinculação com sanduíches. Eta povo que adora regular a economia.
A Polícia Federal anda vazando os emails e as informações de muita gente.
Como diria o José Simão, aquele Caseiro do Palloci recomenda "Vem pra Caixa você também, vem."
- Sabe aquela história de que Carrera não é bom professor mas seria um bom pesquisador, pois é, o Joselmar do Olhar Econômico teve sua pesquisa premiada e está escrevendo sua monografia tendo ele como referencial teórico. É o Carrera fazendo escola por ai.
- Fui hoje na memória da UFBA, que fica no segundo andar da Biblioteca Central, à procura de dissertações de mestrado sobre o carnaval, achei algumas bem legais, as 3 funcionárias foram super simpáticas, mas o que me impressionou é como pouca gente vai nela, eu fui a segunda pessoa naquele dia, e isso já era quase uma da tarde.
Sendo que no andar de baixo a biblioteca em si, estava cheia. Será desprezo pelas pesquisas produzidas na UFBA? Será que o pessoal só vai atrás do livro que o professor passou?
- Via Se Liga, o Rio vai criar um surfodrómo que vai aumentar em 80% as ondas da Praia da Macumba.
A Polícia Federal anda vazando os emails e as informações de muita gente.
Como diria o José Simão, aquele Caseiro do Palloci recomenda "Vem pra Caixa você também, vem."
- Sabe aquela história de que Carrera não é bom professor mas seria um bom pesquisador, pois é, o Joselmar do Olhar Econômico teve sua pesquisa premiada e está escrevendo sua monografia tendo ele como referencial teórico. É o Carrera fazendo escola por ai.
- Fui hoje na memória da UFBA, que fica no segundo andar da Biblioteca Central, à procura de dissertações de mestrado sobre o carnaval, achei algumas bem legais, as 3 funcionárias foram super simpáticas, mas o que me impressionou é como pouca gente vai nela, eu fui a segunda pessoa naquele dia, e isso já era quase uma da tarde.
Sendo que no andar de baixo a biblioteca em si, estava cheia. Será desprezo pelas pesquisas produzidas na UFBA? Será que o pessoal só vai atrás do livro que o professor passou?
- Via Se Liga, o Rio vai criar um surfodrómo que vai aumentar em 80% as ondas da Praia da Macumba.
quarta-feira, março 22, 2006
Pilula Azul ou Vermelha?
Meu amigo e colega de faculdade Gabriel me citou (logo inteligentíssimo) num debate no Orkut, hoje me recordei de um pensamento dele. Ele me falou certa vez que depois que comprendeu o funcionamento da política nacional, logo começou a militar no movimento estudantil e a defender as posições que defende.A metáfora que ele usou foi perfeita, uma vez tomada a pílula vermelha não se teria mais volta, uma vez que se conheça como se constroi a história do país não há como dar as costas para isso.
Já concordei com esse pensamento, não concordo mais.
Primeiro, porque "gato escaldado tem medo de agua fria", isto é, passei muito tempo dizendo que as respostas eram 'X', mas hoje acredito que as respostas são o oposto de 'X' e não tenho mais a certeza de que me julgamento esta certo.
Segundo, descobri que participar desse tipo de debate tem pouca capacidade mudar as coisas, tem pouca utilidade prática, e por outro lado tem uma certa desutilidade já que existe a possibilidade de ganhar inimizades.
Terceiro, acredito cada vez mais que a felicidade esta no interior de cada pessoa e de que a felicidade não depende diretamente da realidade objetiva.
Resumindo; Mesmo que eu soubesse e tivesse certeza de qual era o melhor caminho a ser seguido pelo país e que a minha participação fosse relevante na escolha desse caminho, provavelmente isso pouco afetaria a felicidade geral.
Hoje eu ficaria com a pílula azul e você escolheria qual?
terça-feira, março 21, 2006
Política
Não sei bem porque gosto tanto de política, gasto pelo menos uma hora por dia lendo noticias relacionadas que não me servem pra quase nada. Juro que gostaria de me livrar deste vício, mas não consigo.
Tomei algumas medidas lights como; não mais discutir em listas de emails ou na comunidade da faculdade, não divulgar mais este blog pra qualquer conhecido, com medo de iniciar discussões desnecessárias (obs: quase toda discussão é desnecessária) e ganhar uma inimizade.
As eleições vem ai e mesmo quem não gosta de política acaba discutindo isso nessa época. Por favor, me avisem se eu exagerar nos Post políticos por aqui, estou tentando parar.
Meu único consolo é que não sou o único com esse vício, e existem muitos textos bons pra me ajudar. Do Reinaldo Azevedo, do Alex Castro, do Steven Levitt...
Tomei algumas medidas lights como; não mais discutir em listas de emails ou na comunidade da faculdade, não divulgar mais este blog pra qualquer conhecido, com medo de iniciar discussões desnecessárias (obs: quase toda discussão é desnecessária) e ganhar uma inimizade.
As eleições vem ai e mesmo quem não gosta de política acaba discutindo isso nessa época. Por favor, me avisem se eu exagerar nos Post políticos por aqui, estou tentando parar.
Meu único consolo é que não sou o único com esse vício, e existem muitos textos bons pra me ajudar. Do Reinaldo Azevedo, do Alex Castro, do Steven Levitt...
segunda-feira, março 20, 2006
Os Novos Grotões
Antigamente o PT se orgulhava de ter uma maior votação entre as pessoas mais instruídas, hoje se orgulha de ser votado pelo mais pobres (e conseqüentemente menos instruídos), naquela época ter os grotões como base eleitoral era ruim.
Lula ganha de Alkimin por 42% a 23% no geral, entre os que tem até o ensino fundamental a vitória é folgada de 45% a 19%, assim como entre com renda até 5 S.M., 43% a 21%.
Já Alkimin ganha de Lula por 33% a 30% entre os que tem ensino superior e por 40% a 30% entre os que tem renda de mais de 10 S.M.
Heloisa Helena segue uma trajetória ainda mais acentuada, sai de 4% entre os de nível fundamental e 5% entre os de renda até 5 S.M., para 12% no nível superior e 11% na renda de mais de 10 S.M. No geral ela tem 6%.
A pesquisa é do Datafolha, dos dias 16 e 17 de março.
Lula ganha de Alkimin por 42% a 23% no geral, entre os que tem até o ensino fundamental a vitória é folgada de 45% a 19%, assim como entre com renda até 5 S.M., 43% a 21%.
Já Alkimin ganha de Lula por 33% a 30% entre os que tem ensino superior e por 40% a 30% entre os que tem renda de mais de 10 S.M.
Heloisa Helena segue uma trajetória ainda mais acentuada, sai de 4% entre os de nível fundamental e 5% entre os de renda até 5 S.M., para 12% no nível superior e 11% na renda de mais de 10 S.M. No geral ela tem 6%.
A pesquisa é do Datafolha, dos dias 16 e 17 de março.
Assinar:
Postagens (Atom)

