- A PrimeiraLeitura tem online uma ótima matéria sobre a economia da felicidade
- O Gustibus tá com vários post legais, discussões sobre o open-source e frases românticas;
"Embora seja convexo entre loiras e morenas, estou restrito à você"
- Li a revista Analise e Dados sobre o carnaval e percebi que quase a metade dos artigos tratam dos negros, dos blocos afros, afoxés e foram escritos por pessoas do movimento negro...
Estudo de caso então tá cheio, mas sobre bloco de trio não tem não.
- O Joselmar está com dois blogs, o econômico e outro ambiental.
domingo, abril 16, 2006
quarta-feira, abril 12, 2006
palavras...palavras
Ontem indo para o trabalho vi em publicidade no fundo de ônibus:
"Descanso para toda a vida..."
O produto anunciado era um jazigo (do verbo jazer - segundo o Aurélio, estar deitado, estendido no chão...)
Hoje em entrevista no rádio (bandnews) um sujeito, identificado como presidente da associação de avicultura, ou coisa parecida, um empresário dos setores de criação de aves, respondendo sobre a expectativa de alta de preços do quilo de frango de R$ 1,40 para o q ele estimava como o preço futuro justo de R$ 2,40, disparou, “... nós não chamamos de alta, mas de ...”
A novilïngua (ver Orwell) como se vê, não é restrita aos políticos profissionais (profissionais??)
"Descanso para toda a vida..."
O produto anunciado era um jazigo (do verbo jazer - segundo o Aurélio, estar deitado, estendido no chão...)
Hoje em entrevista no rádio (bandnews) um sujeito, identificado como presidente da associação de avicultura, ou coisa parecida, um empresário dos setores de criação de aves, respondendo sobre a expectativa de alta de preços do quilo de frango de R$ 1,40 para o q ele estimava como o preço futuro justo de R$ 2,40, disparou, “... nós não chamamos de alta, mas de ...”
A novilïngua (ver Orwell) como se vê, não é restrita aos políticos profissionais (profissionais??)
terça-feira, abril 11, 2006
Sociologia, qual é mesmo o seu papel?
(Elaborei esta resenha crítica para um trabalho da faculdade, mais precisamente para a disciplina "Metodologia E Técnica de Pesquisa I-A", lá em CISO-UFBa.
Tanto a referência sobre a qual me baseei quanto a minha definição crítica desta referência se direcionam ao que poderia (ou pelo menos não poderia) ser um eventual papel da sociologia na modernindade. Ainda que ninguém tenha tido acesso ao texto original resolvi postar a resenha aqui, acreditando que o entendimento não venha a ser tão comprometido).
De Como Se Soltar E Se Prender À Ciência Natural*
Por Rodrigo Lessa
Talvez, o melhor pensador em sociologia seja aquele que contribuindo para a resolução das dificuldades metodológico-conceituais grandemente, institui os alicerces da superação de suas próprias sugestões através desta mesma contribuição resolutiva. Ou melhor dizendo, aquele que abre as portas do egocentrismo para a sociologia passar. Em “Introdução à Sociologia”, talvez, Norbert Elias tenha se sagrado como um destes pensadores.
No citado livro, Elias começa chamando a atenção do sociólogo para o fato de que este está e sempre esteve imerso em seu campo de estudo. Não há que se buscar um afastamento completo do objeto de pesquisa no momento de investigação, traduzindo a sociedade numa constituinte de estruturas exteriores ao indivíduo, como que reificando a existência destas supostas estruturas. Não. É demandado antes de tudo à própria sociologia um reconhecimento da existência dependente e recíproca de indivíduo e sociedade, não havendo esta onde àquele não possa agir em sua particularidade de parte do todo.
Como ele observa na introdução do livro, essa perspectiva de “afastamento” se fez presente ao estudo dos fenômenos sociais através de uma inevitável influência da concepção teórica (lembraremos deste termo mais à frente) das ciências naturais, que ainda guardam um grande alcance sobre a compreensão da dinâmica social. É comum neste tipo de ciência a necessidade de isolar o “experimento” que compreende o objeto a ser estudado para que se neutralize ao máximo a interferência externa – inclusive do próprio homem – no resultado da experiência. No entanto, isto é visivelmente impossível em sociologia, e por isso tornam-se imprescindíveis novas formas de pensar modos de interagir e compreender os objetos de estudo sociológicos; um novo modo de se colocar frente à particularidade do próprio tipo científico que corresponde à sociologia. Ou, como diria Elias, uma imediata “evolução social do discurso e do pensamento” precisa ser trilhada.
Até onde se compreende a identificação do problema, Elias foi preciso e objetivo. No entanto, é justamente na forma com que ele irá propor o desenvolvimento deste projeto que o fará cair numa espécie de determinismo das ciências naturais, ao qual ele foi um duro crítico. Surgem em seu texto diversos momentos em que claramente ele toma a experiência das ciências naturais como semelhante a que a sociologia irá trilhar em seu desenvolvimento histórico-científico. Daí em diante ele irá cometer leves enganos que estão diretamente relacionados à idéia de que a ciência social tende a realizar “as mesmas dificuldades e os mesmo paradoxos” das ciências naturais.Mas vejamos antes qual a sua proposta.
Para alcançar a concretização desta proposta o autor sugere um exame minucioso do processo com que formas pré-científicas se transformam em modos científicos de produção do conhecimento. Isso pois “o modo científico dá às pessoas a possibilidade de distinguir mais claramente, à medida que vai se avançando, as idéias fantasiosas das realistas”. Adiante, o fomento destas idéias realistas permitira um progresso social geral e portanto da própria ciência, o que faz da destituição das idéias fantasiosas a verdadeira tarefa do sociólogo. Daí a preocupação fundamental desta obra em “promover a evolução de um pensamento e uma imaginação social relativamente à percepção das interconexões e configurações elaboradas pelas pessoas”.
“Destruidores de mitos”: seria esta a característica central do sociólogo. Esforçariam-se através da observação dos fatos por “substituir mitos, idéias religiosas, especulações metafísicas e todo o tipo de imagens não fundamentadas por processos naturais, por teorias testáveis, verificáveis e susceptíveis de correção por meio da observação factual”.
A teoria sociológica do conhecimento sugerida por August Comte se confirmaria assim como o instrumento correto para fornecer a concepção teórica (voltamos a ela) que, desenvolvida juntamente com o método deste novo tipo científico, a sociologia, forneceria uma idéia geral do seu campo de estudo. Ao concretizar este exercício os instrumentos conceituais estariam suficientemente desenvolvidos para exprimir a “natureza da transformação social global”, e ainda “explicar as relações entre seus aspectos individuais”, sendo estes os verdadeiros problemas com que a sociologia deveria se preocupar.
Ora, é de se questionar uma suposta vocação da sociologia de necessariamente ir de encontro sobre as amarras enganosas que a sociedade se propõe para responder ao seu próprio funcionamento. Isso pois em seus próprios estudos, pode-se detectar que existe um bom número de abstrações usuais que são imprescindíveis a um mínimo de coesão social, e portanto se tornam praticamente impossíveis de serem transformadas em teorias “verificáveis e susceptíveis de correção”. Não obstante, Elias sugere que esta vocação desmistificadora “nunca será totalmente realizada”, devido ao fato de que sempre haverá alguém transforme a ciência em um sistema de crenças. Mas a verdade é que em muitos temas a ciência poderá ficar completamente de fora.
Tanto as teorias antropológicas do estruturalismo e do funcional-estruturalismo como a própria sociologia compreensiva há muito tratam da ordem de significados e significantes concedida ao indivíduo pela sociedade, e portanto da imprescindibilidade da existência abstrata de um mundo bem ordenado e estável ao indivíduo, tudo isso bem definido em sua mente através da cultura. “Pela natureza do seu espírito, o homem não pode lidar com o caos (...). Este código estruturador gera a lei e a ordem, e a expectativa de organização responsabiliza-se por todo o medo à anarquia e à confusão de domínios que por definição devem se manter separados” (Rodrigues, 1983). Logo, se a própria ciência nunca demonstrou a vocação para manter a ordem destes códigos, que por natureza são calcados em sentidos dissimulados, pouco claros e sem pretensão de correspondência lógica, a hipótese de que as teorias científicas não possam substituir estas leis culturalmente estabelecidas pode leva-la a uma perda de seu sentido, caso pretenda-se seguir a proposta sociológica de Elias.
O fato é que esta concepção teórica desenvolvida por ele como apropriada à sociologia termina apenas por encontrar guarida na forma com que as ciências naturais desmistificaram abstrações sociais que estiveram relacionadas a informações sobre a natureza física, que posteriormente se impuseram às percepções equivocadas dos acontecimentos naturais. Talvez ele tenha partido deste pressuposto, bastante reconhecido, é verdade, para supor que a sociologia fosse mais capaz de remediar uma quantidade ainda maior e mais complexa de suposições que se constroem constantemente sobre os acontecimentos sociais. O que não deixa de ser em parte ,uma verdade. Mas daí a convocar este atributo que a sociologia tem de dar melhores e mais completas explicações aos acontecimentos como um ditame ou um imperativo, ou mesmo defini-lo como uma vocação irrecorrível por desmistificar a tudo e a todos, há um grande equívoco. Dar a sua posição quanto aos acontecimentos é algo que a própria sociedade, em alguns momentos, tem-lhe requisitado .Mas crer que ela acredita na sociologia como uma forma de eliminar todo e qualquer engano seu, corresponderia a uma não observação da própria sociologia quanto à peculiaridade dos agrupamentos sociais.
Não há que se negar a contribuição de Elias: seria um erro ainda maior. No entanto, a idéia de fugir à influência das ciências naturais passa menos por uma atenção a ela e ao seu determinismo do que ao próprio objeto de estudo da sociologia e à sua peculiaridade. Talvez, a contribuição da sociologia esteja próxima ao que Geertz entende pelo papel da antropologia: “A vocação essencial da antropologia interpretativa não é responder às nossas questões mais profundas, mas colocar à nossa disposição as respostas que outros deram (...) e assim incluí-las no registro de consultas sobre o que o homem falou”.
* Texto elaborado com base na introdução e no capítulo 2 do livro “Introdução À Sociologia”, de Norbert Elias.
BIBLIOGRAFIA:
ELIAS, Norbert. Introdução À Sociologia. Ed. Edições 70. Lisboa-Portugal.
RODRIGUES, José Carlos. Tabu do Corpo – 3a edição. Ed. Achiamé, 1983, Rio de Janeiro
GEERTZ, Clifford. A Interpretação das Culturas. Editora Guanabara
Tanto a referência sobre a qual me baseei quanto a minha definição crítica desta referência se direcionam ao que poderia (ou pelo menos não poderia) ser um eventual papel da sociologia na modernindade. Ainda que ninguém tenha tido acesso ao texto original resolvi postar a resenha aqui, acreditando que o entendimento não venha a ser tão comprometido).
De Como Se Soltar E Se Prender À Ciência Natural*
Por Rodrigo Lessa
Talvez, o melhor pensador em sociologia seja aquele que contribuindo para a resolução das dificuldades metodológico-conceituais grandemente, institui os alicerces da superação de suas próprias sugestões através desta mesma contribuição resolutiva. Ou melhor dizendo, aquele que abre as portas do egocentrismo para a sociologia passar. Em “Introdução à Sociologia”, talvez, Norbert Elias tenha se sagrado como um destes pensadores.
No citado livro, Elias começa chamando a atenção do sociólogo para o fato de que este está e sempre esteve imerso em seu campo de estudo. Não há que se buscar um afastamento completo do objeto de pesquisa no momento de investigação, traduzindo a sociedade numa constituinte de estruturas exteriores ao indivíduo, como que reificando a existência destas supostas estruturas. Não. É demandado antes de tudo à própria sociologia um reconhecimento da existência dependente e recíproca de indivíduo e sociedade, não havendo esta onde àquele não possa agir em sua particularidade de parte do todo.
Como ele observa na introdução do livro, essa perspectiva de “afastamento” se fez presente ao estudo dos fenômenos sociais através de uma inevitável influência da concepção teórica (lembraremos deste termo mais à frente) das ciências naturais, que ainda guardam um grande alcance sobre a compreensão da dinâmica social. É comum neste tipo de ciência a necessidade de isolar o “experimento” que compreende o objeto a ser estudado para que se neutralize ao máximo a interferência externa – inclusive do próprio homem – no resultado da experiência. No entanto, isto é visivelmente impossível em sociologia, e por isso tornam-se imprescindíveis novas formas de pensar modos de interagir e compreender os objetos de estudo sociológicos; um novo modo de se colocar frente à particularidade do próprio tipo científico que corresponde à sociologia. Ou, como diria Elias, uma imediata “evolução social do discurso e do pensamento” precisa ser trilhada.
Até onde se compreende a identificação do problema, Elias foi preciso e objetivo. No entanto, é justamente na forma com que ele irá propor o desenvolvimento deste projeto que o fará cair numa espécie de determinismo das ciências naturais, ao qual ele foi um duro crítico. Surgem em seu texto diversos momentos em que claramente ele toma a experiência das ciências naturais como semelhante a que a sociologia irá trilhar em seu desenvolvimento histórico-científico. Daí em diante ele irá cometer leves enganos que estão diretamente relacionados à idéia de que a ciência social tende a realizar “as mesmas dificuldades e os mesmo paradoxos” das ciências naturais.Mas vejamos antes qual a sua proposta.
Para alcançar a concretização desta proposta o autor sugere um exame minucioso do processo com que formas pré-científicas se transformam em modos científicos de produção do conhecimento. Isso pois “o modo científico dá às pessoas a possibilidade de distinguir mais claramente, à medida que vai se avançando, as idéias fantasiosas das realistas”. Adiante, o fomento destas idéias realistas permitira um progresso social geral e portanto da própria ciência, o que faz da destituição das idéias fantasiosas a verdadeira tarefa do sociólogo. Daí a preocupação fundamental desta obra em “promover a evolução de um pensamento e uma imaginação social relativamente à percepção das interconexões e configurações elaboradas pelas pessoas”.
“Destruidores de mitos”: seria esta a característica central do sociólogo. Esforçariam-se através da observação dos fatos por “substituir mitos, idéias religiosas, especulações metafísicas e todo o tipo de imagens não fundamentadas por processos naturais, por teorias testáveis, verificáveis e susceptíveis de correção por meio da observação factual”.
A teoria sociológica do conhecimento sugerida por August Comte se confirmaria assim como o instrumento correto para fornecer a concepção teórica (voltamos a ela) que, desenvolvida juntamente com o método deste novo tipo científico, a sociologia, forneceria uma idéia geral do seu campo de estudo. Ao concretizar este exercício os instrumentos conceituais estariam suficientemente desenvolvidos para exprimir a “natureza da transformação social global”, e ainda “explicar as relações entre seus aspectos individuais”, sendo estes os verdadeiros problemas com que a sociologia deveria se preocupar.
Ora, é de se questionar uma suposta vocação da sociologia de necessariamente ir de encontro sobre as amarras enganosas que a sociedade se propõe para responder ao seu próprio funcionamento. Isso pois em seus próprios estudos, pode-se detectar que existe um bom número de abstrações usuais que são imprescindíveis a um mínimo de coesão social, e portanto se tornam praticamente impossíveis de serem transformadas em teorias “verificáveis e susceptíveis de correção”. Não obstante, Elias sugere que esta vocação desmistificadora “nunca será totalmente realizada”, devido ao fato de que sempre haverá alguém transforme a ciência em um sistema de crenças. Mas a verdade é que em muitos temas a ciência poderá ficar completamente de fora.
Tanto as teorias antropológicas do estruturalismo e do funcional-estruturalismo como a própria sociologia compreensiva há muito tratam da ordem de significados e significantes concedida ao indivíduo pela sociedade, e portanto da imprescindibilidade da existência abstrata de um mundo bem ordenado e estável ao indivíduo, tudo isso bem definido em sua mente através da cultura. “Pela natureza do seu espírito, o homem não pode lidar com o caos (...). Este código estruturador gera a lei e a ordem, e a expectativa de organização responsabiliza-se por todo o medo à anarquia e à confusão de domínios que por definição devem se manter separados” (Rodrigues, 1983). Logo, se a própria ciência nunca demonstrou a vocação para manter a ordem destes códigos, que por natureza são calcados em sentidos dissimulados, pouco claros e sem pretensão de correspondência lógica, a hipótese de que as teorias científicas não possam substituir estas leis culturalmente estabelecidas pode leva-la a uma perda de seu sentido, caso pretenda-se seguir a proposta sociológica de Elias.
O fato é que esta concepção teórica desenvolvida por ele como apropriada à sociologia termina apenas por encontrar guarida na forma com que as ciências naturais desmistificaram abstrações sociais que estiveram relacionadas a informações sobre a natureza física, que posteriormente se impuseram às percepções equivocadas dos acontecimentos naturais. Talvez ele tenha partido deste pressuposto, bastante reconhecido, é verdade, para supor que a sociologia fosse mais capaz de remediar uma quantidade ainda maior e mais complexa de suposições que se constroem constantemente sobre os acontecimentos sociais. O que não deixa de ser em parte ,uma verdade. Mas daí a convocar este atributo que a sociologia tem de dar melhores e mais completas explicações aos acontecimentos como um ditame ou um imperativo, ou mesmo defini-lo como uma vocação irrecorrível por desmistificar a tudo e a todos, há um grande equívoco. Dar a sua posição quanto aos acontecimentos é algo que a própria sociedade, em alguns momentos, tem-lhe requisitado .Mas crer que ela acredita na sociologia como uma forma de eliminar todo e qualquer engano seu, corresponderia a uma não observação da própria sociologia quanto à peculiaridade dos agrupamentos sociais.
Não há que se negar a contribuição de Elias: seria um erro ainda maior. No entanto, a idéia de fugir à influência das ciências naturais passa menos por uma atenção a ela e ao seu determinismo do que ao próprio objeto de estudo da sociologia e à sua peculiaridade. Talvez, a contribuição da sociologia esteja próxima ao que Geertz entende pelo papel da antropologia: “A vocação essencial da antropologia interpretativa não é responder às nossas questões mais profundas, mas colocar à nossa disposição as respostas que outros deram (...) e assim incluí-las no registro de consultas sobre o que o homem falou”.
* Texto elaborado com base na introdução e no capítulo 2 do livro “Introdução À Sociologia”, de Norbert Elias.
BIBLIOGRAFIA:
ELIAS, Norbert. Introdução À Sociologia. Ed. Edições 70. Lisboa-Portugal.
RODRIGUES, José Carlos. Tabu do Corpo – 3a edição. Ed. Achiamé, 1983, Rio de Janeiro
GEERTZ, Clifford. A Interpretação das Culturas. Editora Guanabara
Segurança nacional e hotel à beira-mar
Deu no jornal A Tarde de ontem. A Prefeitura Municipal de Salvador (PMS) concedeu um alvará para a construção de um hotel com 3 andares, em área que o Plano Diretor permitia no máximo 2 andares. A área é um morro à beira-mar, na Avenida Oceânica, ao lado do Clube Espanhol. O hotel – e centro de convenções – é da Aeronáutica, que para convencer a Prefeitura a autorizar a obra, alegou “questões de segurança nacional”. Segurança nacional? Pois é. E porque não 4 andares? A nação talvez estivesse mais segura. Com 12 então, nem Bin Laden poderia incomodar. O documento da Aeronáutica para a PMS menciona que “... coesão estrutural do estado depende da manutenção do equilíbrio econômico, seja nas relações internas seja nas externas...” . Então tá! O que surpreende não é a Aeronáutica alegar este motivo para construir um hotel num lugar que devia ser de acesso público – é um mirante natural, com uma vista belíssima – mas a PMS aceitar este motivo como válido.
sábado, abril 08, 2006
quarta-feira, abril 05, 2006
Macintosh rodando Windows XP
Aparentemente a Apple já permite que seus computadores rodem o Windows XP, é o ultimo fabricante relevante a fazer isso, ninguém mais tenta disputar esse mercado com a Microsoft que tem um virtual monopólio, me permitam explicar.
No mercado de software atuam;
1- Economia de Escala, dado o custo marginal próximo a zero de uma nova cópia de um programa.
2- Economia de Rede, tanto pela maior compatibilidade dos arquivos e programas como pelo conhecimento já adquirido na utilização de um certo programa que é perdido quando se troca de programa.
Portanto no mercado de software a tendência é as empresas inicialmente lutarem entre si até uma delas se tornar dominante e ter o virtual monopólio do mercado.
No mercado de Sistemas Operacionais (SO) ocorreu exatamente isso, em 95-96-97 o Windows se tornou dominante ao vencer o SO da IBM, daí então abocanhou um quase monopólio do mercado.
Depois apareceu o Linux, que é uma espécie de anomalia de mercado, pois o custo de desenvolvimento de um programa desse tipo é caríssimo e nenhuma empresa comercial investiria seu dinheiro num mercado já dominado.
Já programadores ideologicamente motivados investiriam, e investiram, boa parte do seu tempo livre no desenvolvimento, teste e promoção desse SO. Uma vez que o Linux adquiriu um importante nicho de mercado apareceram diversas empresas como a Red Hat e IBM dispostas a desenvolver, adaptar, comercializar e dar suporte a este SO.
Agora, se a tendência de crescimento do Linux vai se manter eu não sei, mas isso já levou a Microsoft a mudar de atitude.
Segue os links para donwload de alguns dos principais Software Livres para Windows.
Firefox – O similar do Internet Explorer
Open Office – O similar do Microsoft Office
Gimp – O similar do Photoshop
Gretl – Programa Econométrico
No mercado de software atuam;
1- Economia de Escala, dado o custo marginal próximo a zero de uma nova cópia de um programa.
2- Economia de Rede, tanto pela maior compatibilidade dos arquivos e programas como pelo conhecimento já adquirido na utilização de um certo programa que é perdido quando se troca de programa.
Portanto no mercado de software a tendência é as empresas inicialmente lutarem entre si até uma delas se tornar dominante e ter o virtual monopólio do mercado.
No mercado de Sistemas Operacionais (SO) ocorreu exatamente isso, em 95-96-97 o Windows se tornou dominante ao vencer o SO da IBM, daí então abocanhou um quase monopólio do mercado.
Depois apareceu o Linux, que é uma espécie de anomalia de mercado, pois o custo de desenvolvimento de um programa desse tipo é caríssimo e nenhuma empresa comercial investiria seu dinheiro num mercado já dominado.
Já programadores ideologicamente motivados investiriam, e investiram, boa parte do seu tempo livre no desenvolvimento, teste e promoção desse SO. Uma vez que o Linux adquiriu um importante nicho de mercado apareceram diversas empresas como a Red Hat e IBM dispostas a desenvolver, adaptar, comercializar e dar suporte a este SO.
Agora, se a tendência de crescimento do Linux vai se manter eu não sei, mas isso já levou a Microsoft a mudar de atitude.
Segue os links para donwload de alguns dos principais Software Livres para Windows.
Firefox – O similar do Internet Explorer
Open Office – O similar do Microsoft Office
Gimp – O similar do Photoshop
Gretl – Programa Econométrico
O Líder É Um Novato!
Descobri uma coisa interessantíssima no Seminário Internacional de Cinema e Audio Visual que está acontecendo na reitoria.
O Cinema Novo, movimento estético-político cinematográfico brasileiro que permeia o fim da década de 50, a década de 60 e vai morrendo durante a década de 70, tem como principal precurssor o cineasta Nelson Pereira dos Santos, que inclusive foi o homenageado do seminário. Embora seu Filme "Vidas Secas", filmado com base na obra de Graciliano Ramos, seja o inaugurador do citado movimento, o Filme "Rio, 40 Graus" exibido quatro anos antes foi um marco na vida de notável cidadão, até então crítico de cinema, chamado Glauber Rocha.
Sendo que este último filme já remonta a aspectos bastante pertinentes à estética do cinema novo, tal qual: a seleção dos personagens, (feita em sua maioria por pessoas comuns), os locais de filmagem (feita em locais comuns do Brasil, sem estúdios ou grandes recursos técnicos), a caráter político do argumento do filme, dentre outros.
Ora, o interessante nisso tudo é que o líder do cinema novo, apontado unanimimente pela crítica como sendo o próprio Glauber Rocha, foi de alguma forma influenciado por um filme que praticamente resulta de seu próprio movimento. Através de "Rio, 40 Graus" Glauber decidiu fazer cinema e terminou por liderar o cinema novo, tal a sua perspicácia frente aquela nova forma e filmar que surgia: "uma idéia na cabeça e uma câmera na mão". Era o bastante pra filmar tudo o que Hollywod não queria que aparecesse nas telonas.
Por: Rodrigo Lessa
O Cinema Novo, movimento estético-político cinematográfico brasileiro que permeia o fim da década de 50, a década de 60 e vai morrendo durante a década de 70, tem como principal precurssor o cineasta Nelson Pereira dos Santos, que inclusive foi o homenageado do seminário. Embora seu Filme "Vidas Secas", filmado com base na obra de Graciliano Ramos, seja o inaugurador do citado movimento, o Filme "Rio, 40 Graus" exibido quatro anos antes foi um marco na vida de notável cidadão, até então crítico de cinema, chamado Glauber Rocha.
Sendo que este último filme já remonta a aspectos bastante pertinentes à estética do cinema novo, tal qual: a seleção dos personagens, (feita em sua maioria por pessoas comuns), os locais de filmagem (feita em locais comuns do Brasil, sem estúdios ou grandes recursos técnicos), a caráter político do argumento do filme, dentre outros.
Ora, o interessante nisso tudo é que o líder do cinema novo, apontado unanimimente pela crítica como sendo o próprio Glauber Rocha, foi de alguma forma influenciado por um filme que praticamente resulta de seu próprio movimento. Através de "Rio, 40 Graus" Glauber decidiu fazer cinema e terminou por liderar o cinema novo, tal a sua perspicácia frente aquela nova forma e filmar que surgia: "uma idéia na cabeça e uma câmera na mão". Era o bastante pra filmar tudo o que Hollywod não queria que aparecesse nas telonas.
Por: Rodrigo Lessa
terça-feira, abril 04, 2006
Mais um Blog Legal
O http://portaldownload.blogspot.com/ é um blog com temas relacionados a informática com vários post legais.
Um deles é sobre um programinha que detecta quem bloqueou você no MSN, ou caso tenham bloqueado o acesso a algum site da net, ele explica o que fazer.
Um deles é sobre um programinha que detecta quem bloqueou você no MSN, ou caso tenham bloqueado o acesso a algum site da net, ele explica o que fazer.
segunda-feira, abril 03, 2006
Formulinhas Mega-Explicadoras Pseudo-Universais
Este é um ótimo Post do LLL
Estava conversando com uma amiga. Ela disse que nunca se apaixonaria por um aquariano como eu, pois eles são transparentes e impessoais demais. Explicou o fracasso do meu casamento porque piscianos, como minha ex, se sentem facilmente sufocados. Etc.
E, a medida que a conversa prosseguia, eu me dei conta de uma coisa muito importante: formulinha mega-explicadora pseudo-universal por formulinha mega-explicadora pseudo-universal, prefiro as pessoas que entendem o mundo através da astrologia do que do marxismo, da psicanálise, do darwinismo.
Pelo menos, elas encaram o seu non-sense nos olhos. São menos arrogantes e cheias de si. E bem mais divertidas.
Estava conversando com uma amiga. Ela disse que nunca se apaixonaria por um aquariano como eu, pois eles são transparentes e impessoais demais. Explicou o fracasso do meu casamento porque piscianos, como minha ex, se sentem facilmente sufocados. Etc.
E, a medida que a conversa prosseguia, eu me dei conta de uma coisa muito importante: formulinha mega-explicadora pseudo-universal por formulinha mega-explicadora pseudo-universal, prefiro as pessoas que entendem o mundo através da astrologia do que do marxismo, da psicanálise, do darwinismo.
Pelo menos, elas encaram o seu non-sense nos olhos. São menos arrogantes e cheias de si. E bem mais divertidas.
O Movimento Romântico
Em um texto na Cult, Sobre o Homem Sozinho, Alain de Botton sintetiza sua filosofia-pop. Vou transcrever aqui dois trechos.
"Não existem maiores românticos que aqueles que não tem ninguém com quem serem românticos. É quando estamos nas profundezas da solidão, sem a distração do trabalho ou dos amigos, que nos colocamos na posição de compreender a natureza e a necessidade de amor."
(...)
"As mulheres deveriam ser gratas pelo desespero dos homens descompromissados, pois ele é o alicerce da futura fidelidade e abnegação - talvez mais uma razão para se suspeitar dos tipos bem-sucedidos romanticamente, cujo charme deixou-lhes sem conhecer o tragicômico processo de sofrer por vários dias por uma mulher de quem eles não se aproximaram por timidez..."
Boxel, esse foi o texto que disse que você devia ler, hehehehe, o que seria da instituição 'sagrada' do casamento, hehehehehe
"Não existem maiores românticos que aqueles que não tem ninguém com quem serem românticos. É quando estamos nas profundezas da solidão, sem a distração do trabalho ou dos amigos, que nos colocamos na posição de compreender a natureza e a necessidade de amor."
(...)
"As mulheres deveriam ser gratas pelo desespero dos homens descompromissados, pois ele é o alicerce da futura fidelidade e abnegação - talvez mais uma razão para se suspeitar dos tipos bem-sucedidos romanticamente, cujo charme deixou-lhes sem conhecer o tragicômico processo de sofrer por vários dias por uma mulher de quem eles não se aproximaram por timidez..."
Boxel, esse foi o texto que disse que você devia ler, hehehehe, o que seria da instituição 'sagrada' do casamento, hehehehehe
Clipping
- Por falta de tempo meu projeto de escrever um Blog político esta adiado por tempo indeterminado. Mas ao contrário do Smart, este Blog vai continuar vivo por um bom tempo.
- Desisti de tentar escrever um artigo pro festival de software livre. Mas ainda estou reunindo informações sobre meu terceiro possivel tema pra monografia, economics of open content.
- Guillermo, o Gustibus mostrou um Blog sobre economia da saúde, mas acho que você não vai gostar muito.
- O chefe de Gabinete do Márcio Thomaz Bastos estava na casa de Palloci quando ele recebeu o sigilo bancário do caseiro. Na semana seguinte aparecem as investigações da Policia Federal contra o caseiro, publicadas pela mídia burguesa. Aiaiaiaiai.
Tem gente que pensa que o PT é apenas um partido que é incompetentemente corrupto, não percebem que esse tipo de atitude é regra e não exceção.
- Desisti de tentar escrever um artigo pro festival de software livre. Mas ainda estou reunindo informações sobre meu terceiro possivel tema pra monografia, economics of open content.
- Guillermo, o Gustibus mostrou um Blog sobre economia da saúde, mas acho que você não vai gostar muito.
- O chefe de Gabinete do Márcio Thomaz Bastos estava na casa de Palloci quando ele recebeu o sigilo bancário do caseiro. Na semana seguinte aparecem as investigações da Policia Federal contra o caseiro, publicadas pela mídia burguesa. Aiaiaiaiai.
Tem gente que pensa que o PT é apenas um partido que é incompetentemente corrupto, não percebem que esse tipo de atitude é regra e não exceção.
Fernando Pessoa, parte 3, “Vivo só o Me Cercar”
Ao fim deste primeiro texto, transcrevo a primeira parte de um de seus mais lembrados poemas: “O Guardador de Rebanhos”, quando vinculado heterônimo Alberto Caeiro. Não pretendo me adentrar agora ao que se chama de heteronimia de Fernando Pessoa. Até porque, como ainda nem vos disse, só tive contato com os livros “Mensagem”, “Cancioneiro” e “Ficções do Interlúdio”, sendo que este último, o qual eu ainda não terminei, é que corresponde à compilação dos versos de seus três heterônimos mais conhecidos: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. Por agora fica a informação de que ele assina poesias com nomes fictícios por achar que as poesias feitas por ele quando em mente estes personagens são bastante diversas da sua forma particular de escrever – enquanto Fernando Pessoa –, e segundo ele nem o agrada em alguns momentos. A relação que ele guarda com seus heterônimos é, no entanto, bem mais profunda.Vou me retirando então para que o leitor possa apreciar o texto. Diz-se que o êxtase que ele sentiu ao “descobrir” Alberto Caeiro foi tão grande que ele escreveu boa parte de “O guardador de Rebanhos” em uma noite.
Por: Rodrigo Lessa
“O Guardador de Rebanhos”
(I9II-I9I2)
Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.
Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.
Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.
Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.
E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.
Quando me sento a escrever versos
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro,
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas idéias,
Ou olhando para as minhas idéias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que
se diz
E quer fingir que compreende.
Saúdo todos os que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me vêem à minha porta
Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.
Saúdo-os e desejo-lhes sol,
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas casas tenham
Ao pé duma janela aberta
Uma cadeira predileta
Onde se sentem, lendo os meus versos.
E ao lerem os meus versos pensem
Que sou qualquer cousa natural —
Por exemplo, a árvore antiga
À sombra da qual quando crianças
Se sentavam com um baque, cansados de brincar,
E limpavam o suor da testa quente
Com a manga do bibe riscado.
Fernando Pessoa
sábado, abril 01, 2006
Pois Bem
O mês de abril começou e com ele terminou o meu trabalho, explico-me. Estagio no ISP, orgão suplementar da UFBA, estou participando do Proged na área de Gestão da Educação.
O Proged é um contrato do ISP, através da UFBA, com o MEC. Estamos em abril e o dinheiro respectivo ao ano de 2006 ainda não têm nem pespectiva de ser liberado. Não sei quando o dinheiro vai sair e voltarei a trabalhar, talvez maio, junho, julho...
Meu Pai está com o mesmo problema no projeto de pesquisa dele, que é financiado pelo ministério das cidades.
Como boa parte das atualizações deste Blog eram feitas entre uma tarefa e outra no trabalho, ele corre o risco de ficar meio desatualizado.
Ainda mais que eu pretendo aproveitar as férias do trabalho para viajar. 6 de abril pretendo ir novamente pro Vale do Capão, na Chapada Diamantina e só pretendo voltar uns 10 dias depois, talvez no dia 16 de abril (dia do meu aniversário, por sinal).
Pois bem, é isso, torço ainda pra que meu amiguinhos resolvam postar coisas por aqui também, vamos ver né.
O Proged é um contrato do ISP, através da UFBA, com o MEC. Estamos em abril e o dinheiro respectivo ao ano de 2006 ainda não têm nem pespectiva de ser liberado. Não sei quando o dinheiro vai sair e voltarei a trabalhar, talvez maio, junho, julho...
Meu Pai está com o mesmo problema no projeto de pesquisa dele, que é financiado pelo ministério das cidades.
Como boa parte das atualizações deste Blog eram feitas entre uma tarefa e outra no trabalho, ele corre o risco de ficar meio desatualizado.
Ainda mais que eu pretendo aproveitar as férias do trabalho para viajar. 6 de abril pretendo ir novamente pro Vale do Capão, na Chapada Diamantina e só pretendo voltar uns 10 dias depois, talvez no dia 16 de abril (dia do meu aniversário, por sinal).
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As Buscas no Google
Quase a metade das visitas desse blog vem do Google, pretendo fazer um teste aqui, vou colocar várias palavras chaves juntas, pra ver quantas pessoas encontram este post.
Tudo pelo bem da ciência é claro.
carnaval, bahia, salvador, monografia, pesquisa, economia, econômicos, análise, sociologia, filosofia, quando, para, imagem, resumo, tema, temas, resenha, felicidade, livro, chorou, bonita, perfeita, sobre, moral, exemplo, ética, brasil, religião, religiosa, coletiva, individual, religiões, ocio, material, materialismo, política, ciência, abada, prefeitura, internacional, nacional, blocos, bloco, trio, trios, afoxe, alain de botton, michel onfray, sartre, focault, habermas, Karl Marx, contardo calligaris, bastiat, keynes, best-seller, entrevista, artigo, texto, tecnologia, espiritual, espirito, alma, espiritismo, cristianismo, catolicismo, cristão, católico, lutero, já tá bom né.
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