Indústria de Hollywood justifica a invasão contra a Venezuela
Esta matéria foi publicada na TELESUR, uma rede combatente do PIG internacional que eu acompanho. A tradução é minha.
Resumo da ópera: cuidado pra não se deixar massificar as idéias pela indústria da formação política através do entretenimento...
Hollywood justifica a invasão contra a Venezuela
O set está pronto e as cenas gravadas. Apenas um atraso na distribuição impediu que a estréia do filme fosse em abril, no dia 11? O dia não é mencionado, mas sim o mês para o mais novo ataque contra a Venezuela.
Em agosto estréia The Expandibles, um filme de guerra que acontece em “algum país da América Latina”, dirigido e protagonizado por Sylvester Stallone com a participação de atores conhecidos pelas famosas atuações em filmes de guerra e violência.
A relação entre a Venezuela e os Estados Unidos durante as duas gestões do governo Bush teve momentos de tensão, conseqüência das políticas de guerra e tentativas de invasão de Washington no mundo. Além disso, o apoio e participação do governo Bush no golpe de Estado contra o presidente Hugo Chavez, em abril de 2002, aumentou ainda mais a tensão nas relações entre os países.
Desde que a Venezuela iniciou sua Revolução Bolivariana os ataques internacionais não param. As multinacionais da informação e a mídia privada nacional são parceiras nisso, acompanhadas de outras empresas de informação e entretenimento, como a indústria de Hollywood e demais empresas de entretenimento virtual.
No filme de Stallone o governo dos “Estados Unidos, com a ajuda de outras nações, prepara, secretamente, uma equipe com seus militares mais bem treinados para derrotar um ditador que causou estragos em algum país da América Latina durante mais de 20 anos”, conforme descrito na sinopse do filme publicada no site do longa-metragem. O motivo da incursão é que o país teria “violado a política exterior". A missão é “acabar com a vida do ditador” e com os “governos que o apóiam”.
A Venezuela não é mencionada no longa-metragem, e sim no site do filme. Além de falar de “algum país da América Latina” na sinopse, o trailler mostra soldados com boinas vermelhas que pertencem ao exército do “ditador” que deve ser assassinado.
O cineasta venezuelano Carlos Azpúrua advertiu que “estão preparando o terreno. Este filme tem elementos bem claros e simbologias precisas que fazem analogia com a Venezuela”. Azpúrua disse que não assistiu The Expandibles, mas afirmou que está por dentro da trama do filme e destaca que o cinema é uma ferramenta de “penetração ideológica”, especialmente o cinema estadunidense que “nos invade com esse tipo de filmes que justificam incursões bélicas contra personagens emblemáticos”. “A trama deste filme justifica uma possível invasão contra a Venezuela, tal como aconteceu nos países árabes”, disse o cineasta venezuelano.
Azpúrua, além disso, informou que a industria cinematográfica estadunidense entretém “preparando o terreno para ações políticas e militares”. Este tipo de filmes, argumentou, é uma antecipação comunicacional: “Condiciona o espectador a assumir de maneira passiva a invasão de um país. Dá lógica à invasão.” “Este (The Expandibles) é o exemplo mais claro e evidente da indústria norte-americana sobre este projeto de invasão à Venezuela” apontou e, frente a isso, destacou que o Estado deve atuar, “sobretudo diante da situação política nacional e internacional que vivemos hoje.”
“Entender o cinema norte-americano é entender o modelo norte-americano”, concluiu.
Antecedentes
A Venezuela é um importante exportador de petróleo para os Estados Unidos. Em 2006 foi anunciado o lançamento do jogo Mercenaries 2: World in Flames, da empresa estadounidense Pandemic Studios. A missão do jogador, que assume o comando como soldado de aparência caucasiana, é derrotar “um tirano com sede de poder que altera a exploração de petróleo do país sul americano provocando uma invasão que converte o país em zona de guerra”, descrevem os criadores em seu site, ao apresentar o jogo.
Em Mercenaries 2 as cenas tridimensionais levam a paisagens urbanas, em meio a selva e nela instalações de petróleo, numa menção às zonas de onde se extrai óleo cru venezuelano em Caracas, capital. da Venezuela. Há , inclusive, uma imagem da capital venezuelana com edifícios destruídos depois de um ataque, onde se pode ver uma sede da petroleira estatal PDVSA e sua logomarca.
Outro caso semelhante é o filme Avatar, de Lames Ameron onde o país (Venezuela) é mencionado nos primeiros minutos do filme. Neste longa-metragem futurista seu protagonista, um veterano de guerra norte americano, chega a outro planeta e diz aos habitantes dele que veio após invadir a Venezuela.
Emma Grand/ABN
http://www.telesurtv.net/noticias/entrev-reportajes/index.php?ckl=466





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